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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Outros Jeitos de Usar a Boca

Ser mulher neste país, como em muitos outros lugares do mundo, é travar batalhas diárias por direitos mínimos, por liberdade, por segurança... E nessas lutas tão cotidianas para nós, esbarramos com histórias cruzadas, histórias que se assemelham ou mesmo histórias idênticas que só mudam de endereço, muitas delas são comuns na experiência de traumas que vivemos enquanto ainda éramos crianças. 

É difícil ser mulher! Muitas feridas marcam nossa história de resistência e luta feminina, mas também parte dessa dor cicatriza e vira solo fértil para um belo jardim e, assim, conseguimos transformar tudo que nos roubou de nós em arte com muito de nós. 

E isso é herança, como as que vieram antes de nós nos deixaram um legado, nós também precisamos deixar isso para os que estão nascendo. 

Existem tantos livros interessantes de mulheres, famosas e outras nem tanto, que conseguem partilhar trajetórias brilhantes, de superação, de representatividade, de empoderamento, de conhecimento, de força! 

Faça esse exercício: leia mais escritoras, leia mais o que as mulheres têm para partilhar, leia sobre as grandes mulheres que mudaram a história e com frequência não são lembradas, leia sobre as mulheres da atualidade que enfrentam e ocupam espaços cercados de machistas. Leia mulheres! 

E não tenha medo, mulher, de partilhar sua arte também!

Um livro que conheci e amei (por ser muito impactante) foi outros jeitos de usar a boca.


quarta-feira, 30 de maio de 2018

O que você já deixou de fazer?


O que você já deixou de fazer por ser mulher? Foi uma pergunta que vi escrita numa postagem outro dia e que foi logo de encontro com reflexões recentes que tenho feito. É uma pergunta para gerar muito debate, muita reflexão, muitos textos e conversas, mas vou limitar a postagem ao universo materno, uma pequena parte dele. O que você já deixou de fazer por ser mãe?

terça-feira, 1 de maio de 2018

Mãe Zen: Sorteio de Dia das Mães

Maio! Mês das mães! E o que mais vemos por aí nesta época do ano? Comerciais incentivando os presentes para as mamães, mas já notou que a maior parte diz respeito ao ambiente doméstico? 

Toda mãe precisa de um tempo seu, de cuidado consigo mesma, de amor próprio, de valorização. As mães estão sempre cansadas. Percebe isso? Estão esgotadas em seus mil turnos de trabalho, em suas mil tarefas. 

As mães precisam ser valorizadas, precisam ser zeladas em toda a sua integridade. Precisam, como todo mundo, de bem estar físico, mental, social, espiritual... Precisam de paz! 

Quer transformar o mundo? Faça algo diferente pela sua mãe. Ouça o que ela tem a dizer, pergunte sobre seus gostos pessoais, sobre o que ela tem vontade de fazer, de conhecer, de experimentar. Nós também faremos algo diferente por uma mãe! Queremos presentear uma mamãe nesse dia das mães com uns mimos especiais. 

Mãe, é hora de você relaxar! De ter um tempo para cuidar da própria saúde e de se sentir ainda mais bonita e especial.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mãe de Legging, de Sapato Baixo, de Cabelo Preso...


Sempre ouço alguém dizer a expressão "mãe de legging" para se referir àquela mãezinha que está sempre com uma calça de ginástica, uma legging ou peça parecida. Um bom tênis também costuma estar no pé. 

Algumas dessas mães estão indo ou voltando da prática de atividade física, algumas podem trabalhar com serviços que demandem esse tipo de roupa e algumas podem usá-la por falta de opção, por falta de conforto em outras peças, por não possuir o manequim social, por falta de tempo, por falta de recursos, por falta de alguma coisa ou muitas coisas. 

Só que é comum as pessoas falarem de "mãe de legging" de uma forma pejorativa. 

Eu não sou de usar legging, mas adoro um sapatinho baixo. 

A maternidade transforma! Em todos os sentidos. Nunca fui de ser apegada em moda. Gosto de ter meu próprio estilo. Gosto de estar confortável. Eu costumava andar de salto até dentro de casa antes de ter filho. Era um vício. Comecei a usar sapato baixo durante a gestação e não larguei mais. Ainda tenho um amor por salto, mas só uso em ocasiões muito atípicas. 

Eu gosto mesmo é de vestir o que quiser. De sentir conforto. De sentir liberdade para usar qualquer coisa. 

empoderamento materno, maes livres e se sentindo bem.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulher e Mãe (e outras coisas mais)


Dia Internacional da Mulher: 08 de março... É preciso um dia para a mulher? 

O dia 08 de março foi consagrado após diversas lutas e reivindicações das mulheres, por melhores condições de trabalho, por igualdade de direitos trabalhistas, por direitos sociais, por direitos políticos e por uma série de outras questões que se estendem até os dias de hoje. Lutas e reivindicações que fortificaram na segunda metade do século XIX. Não ouso dizer que iniciaram nesta época, porque eu duvido que desde que o mundo é mundo não tenha existido uma mulher que lutou (e pode ser que tenha sido jogada na fogueira por isso) para ter direitos básicos. 

E os movimentos, comumente, foram reprimidos por violência. Ainda hoje são! Em vários lugares do mundo, onde nem mesmo é consensual o direito da luta feminina. Mesmo onde é, a repressão transita por uma diversidade de formas. 

É tudo controlado! 

A roupa, o modo de sentar, a profissão, os hábitos de consumo, o corpo... Para não falar do assédio, da agressão verbal e física, das "brincadeiras" machistas.

Se ser mãe muda? Costumo achar que piora.

Ser mãe nesta sociedade significa que você é estranha por aproveitar a vida de qualquer forma que não seja com a maternidade. Que você não pode gostar de carnaval. Que é melhor você andar de burca. Que você é problemática por não ter um relacionamento amoroso bem sucedido. Se for viúva: matou o marido. Se for divorciada: ele não aguentou a chatice. Se for solteira: ixi! Nunca mais vai se relacionar com ninguém. Se você trabalha fora: prefere a vida profissional do que os filhos, terceiriza a maternidade. Se você não trabalha, é empreendedora, trabalha em casa, tem "mais tempo perto da família": é rica! É a do lar, que o marido banca. Se você estuda: como consegue?! Como se mãe não tivesse o direito de estudar. Ser mãe de estado civil solteira, que trabalha fora e estuda... Definição social de "olhe com reprovação".

Já somos julgadas o tempo todo. Não precisamos de mais críticas. 

Mensagens 10

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Deixe sua esposa sair sozinha!

A um tempo atras eu escrevi um post que foi sucesso total entre os maridos: Deixe seu marido Jogar Bola! Muitos maridos, mas muitos mesmoooooo, mandaram esse post para as esposas dizendo, "viu? Olha ai! Eu tenho que ir jogar bola!"...
Então hoje eu vim aqui para nos defender! MARIDOS, DEIXE SUA ESPOSA SAIR SOZINHA!

Deixe sua esposa sair sozinha!
Amigo Oculto de Final de Ano das Colunistas do Mamãe Sortuda! Parceiras e amigas!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Jovem. Estudante. Trabalhadora. Mãe. Eu Luto pelo Fim da Cultura do Estupro.


O fim do mês de maio foi marcado, lamentavelmente, pela notícia do estupro coletivo no Rio de Janeiro. O caso ficou conhecido após um grupo de homens filmar e compartilhar nas redes sociais a imagem da jovem violentada. 

Sei que muitas pessoas vão pensar "mais uma postagem sobre o assunto na internet", mas a verdade é que não podemos nos cansar de falar sobre isso. A cultura machista envenena e domina as pessoas sem que elas percebam (ou percebem e o fazem propositalmente). Não podemos deixar de lutar pela nossa integridade, por nossos direitos, por todas as mulheres que sofreram e sofrem violência. Sim! Temos que protestar por direitos, pela dignidade humana. Manifestar nossa revolta contra a violência.

Fonte: Pensamento Sem Nexo