terça-feira, 21 de agosto de 2018

A Síndrome da Adolescência Normal. Já ouviram falar?

Organizando as caixas da mudança, achei alguns materiais da faculdade e resolvi dar uma olhada. Encontrei uma apostila das matérias de Psicologia e Psicomotricidade (que cursei durante um semestre), e um capítulo me chamou muito a atenção: "A Síndrome da Adolescência Normal". Resolvi pesquisar mais sobre o assunto.
Estou vivendo grandes desafios e descobertas com minha filha mais velha. Ela está com 11 anos, e segundo a sua pediatra e alguns estudos que procurei, a fase da adolescência se estendeu. Pasmem! Agora vai dos 10 aos 24 anos (há outras teorias e podemos falar sobre os motivos em outro post)!
Então, a convivência com nossos filhos será maior na adolescência do que na infância. Mais uma vez, vamos nos preparar!
Adolescente em viagem

Sabemos que cada ser humano é único. Cada um tem sua bagagem biológica, genética individual, assim como talentos, virtudes, fraquezas, defeitos, tendências... Há uma diversidade de características em cada um de nós!
Além disso, os fatores sócio-culturais, educação, família, religião, ambiente, influenciam na nossa formação e determinam comportamentos. Porém, vários estudos verificaram algumas manifestações específicas na adolescência que são universais, independem do meio em que o adolescente vive. O que pode diferenciar é o grau em que elas se apresentam e quais irão se sobressair em cada indivíduo.
Essas características descrevem os "sintomas" que compõe a "Síndrome da Adolescência Normal".


Amizade adolescente

1) Busca de si mesmo e da identidade
Com as rápidas mudanças corporais que ocorrem neste período, surge um sentimento de estranhamento em relação ao próprio corpo. A identidade :"consciência que o indivíduo tem de si como um ser no mundo", é construída ao longo da vida  e tem especial importância na adolescência. Esse processo acontece através da formulação da autoimagem , autodefinição corporal e psicológica, encontros fortuitos, paixões repentinas, transitoriedade, relacionamentos... Muitas vezes o adolescente não é reconhecido neste esforço e pode se sentir culpado.

2) Tendência grupal
Uma característica que representa muito a adolescência! Quem aí lembra? Dos grupinhos, das "panelinhas"? Neste grupo o adolescente busca uma identidade que facilita a resolução das ansiedades, modismos, posições ideológicas e filosóficas. E aí, cada um vai se enquadrando numa turma ou vai experimentando um pouco de cada uma delas, até se encontrar (voltando na busca de si mesmo e da identidade). O grupo representa parte da dependência que antes era da família, principalmente dos pais. Ao passar por essa experiência grupal, o adolescente aos poucos vai se distanciar da turma e assumir sua identidade adulta.
Amizade adolescente, grupo, adolescência

3) Necessidade de intelectualizar e fantasiar
O raciocínio evolui, e o adolescente recorre ao pensamento para compensar as perdas que ocorrem dentro de si e que ele não pode controlar. Essa etapa é marcada por três tipos de luto: pelo corpo de criança, pela identidade infantil e pela relação com os pais na infância. A vivência dos lutos podem gerar um sentimento de depressão e fracasso frente a realidade externa. É comum adolescentes chorarem "sem motivo" e ficarem mais sensíveis nesta fase.

4) Crises religiosas
Essas crises podem ir desde o ateísmo mais intransigente até o misticismo mais fervoroso. Entre essas duas posições podem ocorrer mudanças frequentes alternando entre uma e outra. Essas oscilações são tentativas de soluções de angústias, no confronto com a possibilidade de morte e perda de seus pais.

amizade e adolescência

5) Deslocalização temporal
O adolescente tende a vivenciar o tempo de forma peculiar. Tudo é urgente e as postergações são aparentemente irracionais. "Por que deixar pra depois?" O adolescente tem a percepção do tempo diferente de um adulto. Essa visão também funciona como uma defesa.

6) Evolução sexual
A sensação de estar apaixonado é um dos componentes mais importantes da vida do adolescente e, neste momento, tem características de vínculo intenso e frágil, que tende a evoluir para o amor maduro. Pode apresentar variadas tendências. Acontece desde o auto-erotismo até a heterossexualidade.

7) Atitude social reivindicatória
O adolescente se percebe como parte de uma coletividade, isso o torna capaz de uma ideologia, de uma atitude e de um posicionamento. Ao mesmo tempo, alguns apresentam tendências antissociais ou associais.

mãe de adolescente

8) Contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta
O adolescente não mantém uma linha de conduta rígida, permanente e absoluta, ainda que muitas vezes o pretenda ou procure. Tem uma personalidade permeável, que recebe tudo e que também projeta enormemente. E esses processos são intensos, variáveis e frequentes. O adolescente pode ter identidades ocasionais, transitórias, circunstanciais.

9) Separação progressiva dos pais
Assim como o adolescente, a família também enfrenta o luto. E como é desafiante! O que determina como se dará essa separação é o tipo de relação que foi construída durante a infância. Em decorrência desta separação, o adolescente procura identificação com ídolos de diferentes tipos (cinematográficos, musicais, esportivos). Há também as oscilações entre dependência e independência dos pais.

10) Constantes flutuações de humor
Diante de tantas modificações, conquistas e impedimentos, o adolescente oscila entre manifestações depressivas e eufóricas, além de uma flutuação constante de humor. Esta atitude também está relacionada ao processo de luto enfrentado nesta idade.

mãe de adolescente

Resumi um pouquinho do que achei sobre essa "síndrome", não para acobertar ou justificar condutas e comportamentos. A intenção é buscar cada vez mais conhecimento para compreendermos melhor essa fase tão desafiante e transformadora. Maurício Knobel deixa claro que "somente quando o mundo adulto compreende e facilita adequadamente a tarefa evolutiva do adolescente, ele poderá desempenhar-se satisfatoriamente, elaborando uma personalidade mais sadia e mais feliz".
Recordando a minha adolescência, consegui me encaixar em vários sintomas! E vocês? Lembrei que na novela Chiquititas (que eu gostava demais), tinha uma música sobre adolescente que terminava assim:

"Adolescente é um bicho diferente
Adolescente, não chegue perto, porque morde
Adolescente, esse bebezão gigante
NÃO ME PARES, ME CONQUISTA, E VEM COMIGO!"

Gostei muito desse finalzinho! Longe de rótulos e de julgamentos, acredito que o caminho é a conquista mesmo! Através do diálogo, da educação, de limites, da compreensão, do carinho, do repeito mútuo, do exemplo e do amor! Saber escutar e acolher nossos adolescentes. Buscar conhecimento para caminharmos juntos. Errando e acertando, querendo fazer o melhor.
Que possamos acreditar nos sonhos dos nossos adolescentes! Que consigamos acompanhá-los e guiá-los na realização destes sonhos! Que saibamos enfrentar juntos estas transformações e desafios da adolescência.
Escutei uma vez quando era adolescente: "São lagartas em um casulo, e após a metamorfose, sairão dali com asas fortes e firmes para vôos surpreendentes!"

Vou deixar o nome de alguns livros que estão me ajudando nesta fase e que usei para me ajudar neste texto!

Adolescência Normal - Arminda Aberastury / Mauricio Knobel
Help! Me eduque - Rossandro Klinjey
A autoestima do seu filho - Dorothy Corkille Briggs
Educadores do coração - Walter Barcelos
O livro das crianças - Osho

Abraços fraternos!!!


filha, adolescente, adolescência

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Status: Culpada!

Culpa, Maternidade, Mãe de Primeira Viagem,


Sabe, eu sou daquelas leitoras que ama um livro de papel. Gosto do cheiro do livro novo, da textura do papel e de poder marcar e anotar passagens que me chamam a atenção, que me tocam de alguma maneira pra, depois de um tempo, voltar e reler aqueles pensamentos. 

Outro dia fui arrumar meus livros e comecei a folhear alguns sobre maternidade e, apesar de cada um ter um tema, seguir uma linha, percebi que havia um ponto em comum no discurso de todos os autores: a culpa. 

Esse sentimento que você, assim como eu, deve conhecer bem. Ele nasce dentro de toda mulher no momento em que ela se torna mãe!

Sentimos culpa porque não tivemos parto humanizado, culpa porque fez cesárea, culpa porque não conseguiu amamentar até 18 anos (essa eu colei do Paingers), culpa porque trabalha fora, culpa porque é mãe em tempo integral, culpa porque o filho fica com a babá, culpa porque fica na escolinha, culpa, culpa e mais culpa. É uma lista infinita. 

Nos julgamos e somos julgadas o tempo todo a partir do momento em que nos tornamos mães. A Laura Gutman falou uma coisa muito sábia sobre isso “Era mais fácil ser mãe antigamente porque havia um reconhecimento social da função. Hoje, só há reconhecimento sicial se a a mulher trabalha”. E, mesmo assim, ela é julgada e se sente culpada por qualquer escolha que faça. Não exite uma escolha certa, sempra haverá pessoas para apontar o dedo, criticar e fazer com que a mulher se sinta culpada. 

O que é mais interessante, é que dentre todos os dedos que apontam e todos os julgamentos que fazem, ninguém de fato pergunta pra essa mulher que acabou de se tornar mãe, do que ela precisa.

Quando nos tornamos mães, ninguém percebe que a única coisa que de verdade a gente precisa é de uma pessoa ao nosso lado perguntando “o que você precisa de mim hoje?”, mas não é só isso. Ao fazer essa pergunta, a pessoa, seja ela o marido, companheiro, irmã, amiga, e muitas vezes a nossa própria mãe, tem que estar disposta a ouvir de verdade a resposta, e fazer aquilo que a gente está pedindo. Pode ser um copo de água, segurar o bebê pra gente tomar um banho ou simplesmente ficar ali fazendo companhia enquanto amamentamos. Porque nós não precisamos que nos digam o que fazer, a gente sabe o que precisa ser feito... e como será feito é uma escolha unicamente nossa. Também não precisamos que nos julgem. A mãe já se culpa sozinha por uma infinidade de coisas. Ninguém tem que nos ajudar aumentado essa lista, não é mesmo?!

Nós somos sempre as melhores mães que podemos ser!  A gente erra?! claro, quem não erra?! Mas erramos tentando acertar e com a melhor das intenções, e o maior amor do mundo no coração. 


Fabiana Miranda

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Aniversário Fazendinha: Pedro fez 7


Minha prima e eu amamos fazer tudooo do aniversário dos nossos filhos e uma ajuda a outra, mas sabem qual o problema disso? É tudo em agosto, ou seja, agosto é um mês pesado pra nós. Porém, ao mesmo tempo, rende muitos projetos DIY para mostrar para vocês!

Aniversário DIY, aniversário menino, aniversário simples, decoração, decoração fazendinha, Fazendinha, Festinhas, Minhas 24 Horas, passo a passo,
Fazendinha do Pedro

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Maneiras criativas de anunciar a gravidez


Coisa gostosa é contar aos amigos e parentes que um bebezinho está por vir! Sempre me emociono com comunicados, surpresas, imagens na internet, dentre outros. Vale usar a criatividade para anunciar essa novidade!


terça-feira, 14 de agosto de 2018

Casamento descolado e sem neura


Ei, pessoal! Hoje é a Patrícia quem comanda a letrinhas por aqui. Recebi o convite da querida Carol pra contar pra vocês um pouco sobre o meu casamento. Mas antes, gostaria de me apresentar :D


Podem me chamar de Paty. Sou proprietária da Casa do Chef, junto com meu (agora) marido Jhow. Talvez você já tenha ouvido falar da gente. Pra quem ainda não nos conhece, somos um casal empreendedor que atua há 03 anos com nosso pequeno buffet artesanal. O Jhow é formado em gastronomia, e eu sou designer de interiores. Essa união de sabor e criatividade deu vida à nossa vontade de construir algo que tivesse nossa identidade.
Corta pra 2005. Nós éramos dois adolescentes entediados vagando pelas comunidades do Orkut. Começamos a conversar nessa época. Eu com 13, ele com 16 anos. Passamos 06 anos batendo papo virtualmente até que, em uma viagem com a turma da faculdade, fui a Goiânia, onde ele morava na época, e combinamos de nos encontrarmos. Aí pronto! Entre idas e vindas e todas as pontes aéreas possíveis, o Jhow decidiu não ir embora mais.


Logo noivamos, pra formalizar para os familiares que nossa intenção era mais que só um namorinho. E aí começamos a ser levados pela onda de obrigações que um jovem casal enfrenta. Casa, carro, trabalho, boletos... os planos do casamento sempre iam ficando pra depois. Por economia, acabamos morando e trabalhando no mesmo local. Conseguimos um imóvel com duas cozinhas, que parecia perfeito acomodar a nós e ao buffet por muito tempo. Acontece que – ainda bem – a casa ficou pequena rápido e fomos expulsos pela nossa própria empresa.
Pronto, estávamos definitivamente casados! Caiu a ficha quando nos pegamos no sofá olhando fotos de apartamento. Não tinha mais como adiar, era a hora de trocar a aliança de dedo. Bora casar mês que vem? Bora! Ligamos para os familiares pra compartilhar nossa decisão. Como muita gente mora em outras cidades, eles precisariam se organizar pra estarem conosco.



Ainda no sofá, no mesmo dia, salvamos links de apartamentos para visitar, definimos nosso cardápio e a lista de convidados. E aí começou a saga. Estávamos super tranquilos e decididos a não sofrer no processo. O mais importante foi manter a calma, organizar e planejar os detalhes pra que nada fugisse do nosso controle com o prazo tão apertado.
Claro que estar familiarizado com os eventos nos ajudou demais, e pudemos contar com parceiros incríveis. Começamos pelo convite. Afinal, quanto antes os convidados fossem avisados, melhor. No dia seguinte fizemos nossa primeira reunião com o Felipe e com o Gabriel, do Estúdio Maquinosfera. Os “coisos”, como são carinhosamente chamados, formam um casal queridíssimo que se tornaram amigos, depois que fizemos o buffet do casamento deles. Definimos uma identidade visual simples, elegante e sem letras cursivas (o Jhow detesta haha). Nos baseamos no alecrim, um elemento gastronômico que está sempre presente nas composições da Casa do Chef. No texto, nada de frases de efeito ou formalidades. Quando perguntados, respondemos juntos “Paty e Jhow vão se casar e você está convidado”. Simples assim, como deve ser. Esse conceito permeou toda a papelaria do evento.



Logo partimos para o espaço e para a decoração. A Pati, do Lá no Lote, e a Anna, da Handmade Festa, já eram da nossa confiança pelas festas que compartilhamos, e acabaram se tornando ainda mais próximas por toda ajuda que nos deram com os preparativos. Com o local definido, desenvolvi o layout usando minhas habilidades remanescentes do curso de design.





E aí começamos a juntar o quebra-cabeça. Três coisas das quais eu não abriria mão eram um painel de lettering para fotos logo na entrada, varal de luzes na pista de dança (que na verdade foi um espaço gramado super descontraído) e um DJ que captasse nossa essência. Música disputa nossos corações ao lado da gastronomia, e era essencial que os convidados fossem envolvidos na atmosfera do evento através do som. Essas exigências foram perfeitamente supridas pelo Pil, do Dizeres Imperfeitos, a Cris, da Arte em Luz BH, e o Fael, DJ que compõe o time da festa Alta Fidelidade.



 Por falar em música, na cerimônia tivemos o grande amigo André Siqueira, flautista, juntamente ao cantor e violonista Artur Araújo. Foram apenas 03 momentos: a do noivo com a mãe, a da noiva com o pai e nossa saída juntos. Para o repertório escolhemos Nuvem Cigana, Quem sabe isso quer dizer amor e Paula e Bebeto. Três músicas lindíssimas do Clube da Esquina que, pela execução impecável dos meninos, deixou cisco no olho de todo mundo. A celebração foi leve e descontraída, com o discurso de uma amiga querida e nossos votos.



O conceito da decoração, que passeou entre o industrial, o boho, e teve muitos toques de aconchego de inverno, ficou por conta da Anna. Optamos por folhagens ornamentais e poucas flores discretas, para contrastar com lindas orquídeas roxas e vermelhas que a Anna escolheu com muito carinho. Ela me deu a missão de conseguir 30 garrafinhas âmbar para os arranjos, muitas almofadas, tapetes, velas e tudo que pudesse aquecer e preencher o local com afeto. Missão dada é missão cumprida! Tinha nosso toque em todos os cantos do espaço e ficamos imensamente felizes com o resultado.


Meu vestido foi feito sob medida (sim, deu tempo!) pelas maravilhosas Brunas – são duas Brunas, não é o máximo? – da Broderie. Quis fugir dos ateliês de vestido de noiva tradicionais, que insistem em empurrar rendas, brilhos e bordados que não tinham nada a ver com o clima descontraído que procurávamos. Eu não queria estar fantasiada de noiva. A ideia era olhar e ainda me reconhecer por baixo das camadas de tecido e maquiagem. As meninas foram maravilhosas e abraçaram todas as minhas ideias. Tivemos decote coração, tule de poá, botõezinhos, uma saia com forro colorido aparente. Queria que fosse mais curtinho na frente, porque logo após a cerimônia trocaria o salto por um tênis, que deveria aparecer. Tinha até bolsos nesse vestido casual dos sonhos.
Minha maquiagem não poderia ser diferente. A Camila, do Estúdio Manas, conduziu com maestria o teste e o grande dia, e não poderia ter me sentido mais linda. Buscava olhos delicados e um batom impactante, aliado ao respeito à curvatura natural dos meus cachos. Encontrei tudo nessa deusa da beleza, que arrasou no profissionalismo.




O Jhow passou na Zara uma semana antes do casamento e resolveu tudo por lá: calça, camisa e blazer. Nos pés, um tênis que ele já tinha e ama muito. Porque não? O cabelo e barba dele foram feitos pelo Ramiro Cerqueira, do Office Hair. Jhow é muito exigente e tem um senso estético super apurado, então meu receio com a insatisfação dele era grande. Mas ele também adorou seu look, e tenho que dizer, foi o noivo mais lindo e estiloso que já vi.





A mesa do bolo foi composta por quatro fornecedoras que adoçaram nossas vidas. A Simplesmente Doce, que ficou encarregada de um trio de bolos deliciosos, a Mirian, vizinha da Casa do Chef que faz brigadeiros divinos, a Lorraine, que fez macarrons pintados à mão com raminhos de alecrim, e a Débora da Chocolate Lab, que ficou por conta dos doces finos. Débora também é uma grande amiga pessoal e parceira profissional, e ficamos super tranquilos em confiar à ela essa missão. Após a degustação escolhemos uma caixinha com recheio de morango, outra com recheio de pistache, e um bombom geométrico de avelãs. Todos divinamente deliciosos e – pasmem – veganos! Nós não somos veganos, mas amamos comida boa.



Para as bebidas escolhemos três variedades da cervejaria Backer. O chopp Pilsen foi servido pelos garçons, enquanto o Wheat Beer e o Tommy Gun ficaram em chopeiras no estilo self-service, em um ponto estratégico entre a pista de dança e as mesas. Também tivemos dois vinhos tintos italianos, um Primitivo da região de Puglia e um Nero d’ávola da Sicilia, além de um espumante brut rosé delicioso. Deixamos essas escolhas por conta da irmã do Jhow, que é sommelier! Eita família prendada :D

Os registros de tantos momentos especiais não poderiam ser de ninguém menos que os queridos Pedro e Lu, da Duorama. Falamos com eles que não queríamos ser “abduzidos” pela sessão de fotos durante a festa, e que preferimos cliques espontâneos e naturais. Eles captaram direitinho nossa ideia e correram atrás da gente a festa toda pra não perder um abraço! Tínhamos dois paparazzis particulares se divertindo com cada interação entre nós e os convidados. A presença deles foi leve, discreta e muito carinhosa. Não vemos a hora de termos todas as fotos oficiais e poder reviver pra sempre aquele dia. Enquanto isso, vou revivendo com essa prévia aqui, vem ver também:






















Por último, mas o mais importante pra gente, claro, o buffet! A Casa do Chef é muito conhecida pelas mesas fartas, coloridas e saborosas, e para o nosso casamento precisávamos da melhor mesa que já fizemos. Topamos ser nossas próprias cobaias e testar duas receitas que amamos muito. Uma é o queijo brie folhado com geléia de framboesa e outra é a chapa de ferro fundido com lombo assado e barbecue mineiro. Queríamos pratos de impacto, que abrissem a festa mostrando aos convidados nosso conceito. Conseguimos! Além de todos os pães, patês, queijos e defumados que sempre usamos, essas duas belezinhas foram destaque e sucesso absoluto. No coquetel volante, friturinhas e petiscos variados para todos os gostos, do dadinho de tapioca moderninho ao tradicional bolinho de bacalhau. Pra dar nosso toque de originalidade tivemos a batata bolinha assada recheada com creme de queijo e bacon crocante e uma versão canapé da panhoca recheada com filé e creme de leite fresco. Até hoje minha mãe comenta como ela estava gostosa! Como jantar, quisemos homenagear a família com ascendência italiana do Jhow. A entrada foi uma salada caprese com pesto de rúcula, e tivemos duas massas frescas deliciosas. Um raviolli de abóbora com molho artesanal de tomates frescos e um capeletti em cama de cordeiro e molho de grana padano. Tivemos a participação especial da mãe e da tia do noivo, que foram lá empresa na sexta-feira abrir massa com a gente. Foi incrível! Pra finalizar, depois do bolo e dos doces, servimos porções de mini hambúrguer artesanal com batata chips para os convidados que estavam agitando a pista até mais tarde. Até a lembrancinha foi nossa, e cheia de signifcado. Fizemos a mesma receita de brownie que o Jhow fazia de madrugada pra que eu pudesse vender na faculdade todas as manhãs.





Pela festa de casamento entendemos que, muito mais que formalidades e rituais, é a oportunidade de celebrar a alegria pela união da nova família que se forma, reunir parentes e amigos queridos, festejar, comer e brindar o clima de amor que envolve a todos. E nós conseguimos, com muito carinho em cada detalhe, emocionar os convidados com a narrativa da nossa história. Uma história que começou há 13 anos e recomeçou no dia 30/06. Sem neura, sem formalidades engessadas – com direito ao noivo esquecendo as alianças no altar hahaha – , sem firulas desnecessárias – nada de lágrimas de alegria ou chinelo personalizado – apenas nós e os nossos poucos e bons, lavando a alma juntos!


Um beijo bem grande!

Paty