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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Você tem Vocação para a Maternidade?

Outro dia fiz umas enquetes nos stories do Instagram Mamãe Sortuda e fiquei impressionada com a convergência das respostas das mulheres que participaram com minhas reflexões pessoais.

83% das mulheres responderam que já se perguntaram se têm vocação para a maternidade e 62% também responderam que só fizeram este questionamento após a maternidade. 

Por que será que não nos perguntamos ao longo da vida se devemos ou não ser mães? Se é isso que queremos ou não? Se não vamos surtar depois que as crianças estiverem correndo pela casa? Se temos essa "vocação" para a maternidade? 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Outros Jeitos de Usar a Boca

Ser mulher neste país, como em muitos outros lugares do mundo, é travar batalhas diárias por direitos mínimos, por liberdade, por segurança... E nessas lutas tão cotidianas para nós, esbarramos com histórias cruzadas, histórias que se assemelham ou mesmo histórias idênticas que só mudam de endereço, muitas delas são comuns na experiência de traumas que vivemos enquanto ainda éramos crianças. 

É difícil ser mulher! Muitas feridas marcam nossa história de resistência e luta feminina, mas também parte dessa dor cicatriza e vira solo fértil para um belo jardim e, assim, conseguimos transformar tudo que nos roubou de nós em arte com muito de nós. 

E isso é herança, como as que vieram antes de nós nos deixaram um legado, nós também precisamos deixar isso para os que estão nascendo. 

Existem tantos livros interessantes de mulheres, famosas e outras nem tanto, que conseguem partilhar trajetórias brilhantes, de superação, de representatividade, de empoderamento, de conhecimento, de força! 

Faça esse exercício: leia mais escritoras, leia mais o que as mulheres têm para partilhar, leia sobre as grandes mulheres que mudaram a história e com frequência não são lembradas, leia sobre as mulheres da atualidade que enfrentam e ocupam espaços cercados de machistas. Leia mulheres! 

E não tenha medo, mulher, de partilhar sua arte também!

Um livro que conheci e amei (por ser muito impactante) foi outros jeitos de usar a boca.


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Você terá que manter-se vigilante durante toda sua vida!

Como diria Simone de Beauvoir, nunca esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda sua vida.

Ah, essa vigilância... Exaustiva e incansável que precisamos manter em uma sociedade que se compadece com o "pai de família" que pratica seu machismo cotidiano em outro país porque a desculpa está no excesso de álcool, enquanto usa a mesma desculpa (do álcool) para culpabilizar mulheres vítimas de assédio.

Vigilância que precisamos manter num país onde milhares de mulheres são assassinadas e violentadas brutalmente por homens ou grupos deles que não são responsabilizados, punidos ou se quer identificados. 

Vigilância que precisamos manter numa sociedade que meninas não podem brincar na rua, porque são raptadas, molestadas e têm a vida encerrada.

Vigilância que precisamos manter num país onde, quando uma mulher tenta falar, explicar suas posições, conhecimentos e propostas é comum a prática de mansplaining e/ou manterrupting

Quem Inova - Catraca Livre

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O que você já deixou de fazer?


O que você já deixou de fazer por ser mulher? Foi uma pergunta que vi escrita numa postagem outro dia e que foi logo de encontro com reflexões recentes que tenho feito. É uma pergunta para gerar muito debate, muita reflexão, muitos textos e conversas, mas vou limitar a postagem ao universo materno, uma pequena parte dele. O que você já deixou de fazer por ser mãe?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Feminismo e Casamento

O "casamento real" de Henry Charles (mais conhecido como príncipe Harry) e Meghan Markle foi notícia no mundo inteiro e o assunto dominou as redes por N motivações diferentes (o vestido, a maquiagem simples dela, as músicas...).

O que chamou minha atenção, no entanto, foram os muitos comentários que surgiram do tipo:

"Feminista? Mas usa vestido de noiva?"
"Feminista? Mas entra na igreja?" 
"Feminista? Mas casou com um homem?"
"Feminista? Mas vai ter filhos?"

E tantos outros no mesmo sentido!

Não conheço muito os dois, não acompanho, não sei da vida deles! Mas ouvi dizer que Meghan é declaradamente feminista e, por causa disso, muito provavelmente, deve ter incitado esses comentários nas redes. Não entrarei no mérito do casamento, da monarquia, da cobertura midiática, do tal casamento que passa longe da realidade de muitos casais, da união (amor) dos dois ou do feminismo de Meghan, mas preciso falar sobre feminismo e casamento.


Divulgação: Kensigton Palace

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O que é Beleza Para Você?

Aconteceu no mês de julho o "Empodera - Mulheres de Atitude", idealizado pela Poli Pompei e pela Soraia Félix, do Instituto Solluz. 

Foi a minha experiência com técnicas avançadas e ferramentas de coaching, PNL, neurociência e psicologia positiva e achei simplesmente sensacional! Tudo isso para o desenvolvimento e capacitação humana, ajudando traçar metas e alcançar objetivos em todos os âmbitos da vida. 

Com muita interatividade, dinâmica e aprendizado, o evento foi voltado para o empoderamento de mulheres. Para superarem suas próprias limitações, alcançarem objetivos e assumirem o controle de suas vidas. Foi um momento de autoconhecimento, transformação e empoderamento, com resgate de sonhos, metas e objetivos pessoais e profissionais. 

Capricho

segunda-feira, 12 de junho de 2017

#DicaNetflix: Las Chicas del Cable

Sou da época (não que eu tenha muitas décadas de vida) que para assistir um filme legal, novo ou diferente daqueles que passavam na televisão, precisávamos ir à locadora, fazer um cadastro, escolher entre as muitas estantes uma fita de vídeo cassete. 

Era a sensação mais frustante quando alguém chagava antes e alugava a fita que a gente queria, mas fazíamos uma reserva e esperávamos N dias para voltar à locadora e abraçar nosso VHS. 

Eu adorava ir com meu pai. Corria para os corredores de filmes infantis e meus olhos até brilhavam. Era um dos meus melhores passeios! Que saudade! 

Depois vieram os DVDs e depois outros recursos tecnológicos que fizeram nossas queridas locadoras desaparecerem.  

Até que descobrimos um dos maiores serviços de streaming de vídeos no mundo, da nossa querida provedora global de filmes e séries de televisão: NETFLIX!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Mãe Solteira? Você quis Dizer Mãe Solo!

Quem não acha linda uma família de papai, mamãe e filhinhos? Até descobrir que por trás desse padrão existem N problemas e pessoas que precisam "manter a aparência" para não virarem motivo de escândalo entre familiares, vizinhos, sociedade! 

Existem famílias "tradicionais" que são lindas! É verdade! Mas existem famílias que fogem desse padrão e que são lindas também. Não é porque a família segue uma outra "configuração" que ela é infeliz. Temos que admitir! Seguir o padrão tradicionalmente aceito não significa, necessariamente, ter/ser uma família feliz ou que não tem lá seus graves problemas. 

Família é uma dupla, um trio, um quarteto, um grupinho que tem grau de parentesco e/ou são ligados por laços afetivos. Então, no quadradinho chamado lar, cabem inúmeras formas de amor que podem ter ligações muito mais fortes do que as tradicionais. 

Hoje vou falar sobre a família de "mãe solo". O que é? Vou explicar!

Mãe Solo - Thaiz Leão

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulher e Mãe (e outras coisas mais)


Dia Internacional da Mulher: 08 de março... É preciso um dia para a mulher? 

O dia 08 de março foi consagrado após diversas lutas e reivindicações das mulheres, por melhores condições de trabalho, por igualdade de direitos trabalhistas, por direitos sociais, por direitos políticos e por uma série de outras questões que se estendem até os dias de hoje. Lutas e reivindicações que fortificaram na segunda metade do século XIX. Não ouso dizer que iniciaram nesta época, porque eu duvido que desde que o mundo é mundo não tenha existido uma mulher que lutou (e pode ser que tenha sido jogada na fogueira por isso) para ter direitos básicos. 

E os movimentos, comumente, foram reprimidos por violência. Ainda hoje são! Em vários lugares do mundo, onde nem mesmo é consensual o direito da luta feminina. Mesmo onde é, a repressão transita por uma diversidade de formas. 

É tudo controlado! 

A roupa, o modo de sentar, a profissão, os hábitos de consumo, o corpo... Para não falar do assédio, da agressão verbal e física, das "brincadeiras" machistas.

Se ser mãe muda? Costumo achar que piora.

Ser mãe nesta sociedade significa que você é estranha por aproveitar a vida de qualquer forma que não seja com a maternidade. Que você não pode gostar de carnaval. Que é melhor você andar de burca. Que você é problemática por não ter um relacionamento amoroso bem sucedido. Se for viúva: matou o marido. Se for divorciada: ele não aguentou a chatice. Se for solteira: ixi! Nunca mais vai se relacionar com ninguém. Se você trabalha fora: prefere a vida profissional do que os filhos, terceiriza a maternidade. Se você não trabalha, é empreendedora, trabalha em casa, tem "mais tempo perto da família": é rica! É a do lar, que o marido banca. Se você estuda: como consegue?! Como se mãe não tivesse o direito de estudar. Ser mãe de estado civil solteira, que trabalha fora e estuda... Definição social de "olhe com reprovação".

Já somos julgadas o tempo todo. Não precisamos de mais críticas. 

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