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sábado, 23 de junho de 2018

A chegada do segundo filho entre desabafos e dicas!

A gente lê, aconselha outras pessoas, busca no fundo do baú teorias e práticas psicopedagógicas aprendidas, e quando chega a nossa hora percebemos que nem sempre dá pra usar a razão e ficar calma. Amparar o primeiro filho no auge do cansaço das noites mal dormidas com o segundo, é algo que os livros não contam como é difícil. Mas vamos seguindo, acertando e errando; se culpando e desculpando.


A chegada do segundo filho entre desabafos e dicas!

terça-feira, 12 de junho de 2018

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Festinha de Dia das Mães na escola: Eu não fiquei triste por não ter uma!




Eu não fiquei triste por não ter festinha de Dia das Mães na escola do meu filho. Nunca tive, nem quero ter. João frequenta a escola desde 8 meses de idade e nunca fui convidada para uma comemoração especial para as mães. Nas duas escolas por onde ele já passou aconteceram apenas as comemorações conhecidas como Festa da Família, algo que me agrada bastante e me parece ser bem mais coerente.


Claro que toda mamãe (ou a maioria delas) ama ganhar mimos feitos pelos filhotes para o dia das mães, mesmo que sejam presentes que você nunca vai usar, como por exemplo, um colar de macarrão (rs)! E quando os pequetitos cantam musiquinhas para nós nas festinhas da escola sem nem saber falar direito ainda? Ahhh, a gente baba demais, não é mesmo? Enquanto as crianças cantam segurando corações de papel ou florzinhas nas mãos, as mamães se derretem de tanto chorar na plateia, uma cena linda e emocionante de se ver! Mas... como sou sempre a mãe “problematizadora”, a louca que vê crítica em tudo (!!!), gostaria de explicar aqui o motivo pelo qual não gosto de festa do dia das mães e refletir um pouco sobre essa prática em algumas escolas.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

TDAH, SPA ou falta de uma infância livre?


As férias escolares estão chegando ao fim e muitas famílias já estão preocupadas com o desempenho escolar de seus filhos devido a algum histórico complicado de relacionamento entre estudante-escola-família. Outras, ainda nem sabem o que as esperam pela frente, sendo o primeiro momento em que a criança irá ingressar no sistema de ensino formal. O fato é que, é na escola que sintomas do TDAH são observados pela primeira vez na maioria das vezes, causando angústias e dúvidas entre mães e pais. 

Mas, afinal, o que é TDAH? Será que toda criança "agitada" é hiperativa? Como evitar um diagnóstico precoce? Vamos conversar um pouco sobre isso...

TDAH ou Síndrome do Pensamento Acelerado?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A importância da educação financeira na infância


Em um ano no qual a economia brasileira enfrenta grandes desafios e o recomendado é controlar gastos, seja economizando o salário ou buscando novas fontes de renda, como ensinar às crianças o real valor do dinheiro? Neste cenário de oscilações do mercado, a família toda deve ser conscientizada sobre a situação financeira do lar.

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Assumindo os cachinhos! Empoderamento infantil


É no mês de Novembro que o calendário de datas comemorativas brasileiras tem uma de suas mais importantes conquistas: o Dia 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. Mas, o que essa data tem a ver com nossos filhos? Tudo! Para formamos cidadãos melhores e mais empáticos precisamos trabalhar com nossos filhotes, desde pequenos, que ninguém é melhor ou pior que ninguém, somos apenas diferentes, mas com IGUALDADE DE DIREITOS. Segundo a Declaração dos Direitos da Criança, todas as crianças devem ter direito à igualdade de tratamento sem distinção de raça, cor, sexo, religião etc.


assumindo os cachinhos empoderamento infantil

terça-feira, 17 de maio de 2016

Dia Internacional Contra a Homofobia - Tudo Começa pela Educação

Era um dia qualquer, uma aula comum. Língua portuguesa. Não me lembro exatamente se ensinava gramática ou interpretação de texto, assim como não me lembro de como aquela polêmica surgiu. Sei que discutíamos um assunto totalmente diferente daquele que, de repente, acabou tomando quase a totalidade dos meus 50 minutos de aula naquela turma. 

Alguém levantou a mão e perguntou a diferença entre "homossexualismo" e "homossexualidade". Expliquei. E antes mesmo que eu pudesse piscar, a sala se transformou num tribunal maluco, onde adolescentes gritavam uns para os outros as suas opiniões pouco refletidas sobre homossexualidade. Uma discussão entre duas meninas, logo ali do meu lado, me chamou a atenção.

- Ser homossexual não é vergonha!
- É vergonha sim!

Eu precisava retomar o silêncio da sala. Eu precisava retomar o controle da aula. Eu precisava voltar a fazer o que estávamos fazendo. Era importante, a prova estava chegando. Mas naquele momento, não consegui. Naquele momento, senti que precisava fazer algo. Eu precisava intervir. Eu não podia ficar parada.

"Eu sou professora deles. Eu não posso deixar que eles cresçam com essa mentalidade. Eu odiaria ser a professora que só os faz decorar as conjugações verbais de todos os tempos do modo indicativo. Eu tenho que prestar pra alguma coisa além disso".

E assim, sem nem pensar duas vezes, saiu pela minha boca:

- Vergonha é o seu preconceito.

A sala se calou. De repente, tinha em minhas mãos todo o silêncio e a atenção que precisava para continuar a aula. Mas eu sabia que aquele silêncio não pedia a continuação da matéria. E não tive como ignorar aquilo.

O restante da aula foi uma verdadeira bofetada no estômago da família tradicional. Da maneira mais adequada que consegui, conversei longamente com os alunos sobre identidade de gênero, conceitos de família e por aí vai. E nunca, em toda a minha vida, tive tanta atenção da turma. Vi, naquela aula, a oportunidade de fazer algo mais por aquelas crianças.

Foi assim que surgiu um projeto de leitura.

Aproveitando o tema da adoção, tratado de modo superficial pelo livro paradidático adotado pela escola, fiz mágica para enxugar o conteúdo e preparei uma série de aulas para falar não só sobre a adoção, mas também sobre o conceito de família. Reportagens, curtas-metragens, textos informativos. O que eu queria era conscientizar.

E foi emocionante. Foi lindo ver como os meus meninos e meninas desabrocharam. Foi lindo ver como eles têm uma capacidade incrível de entender, de absorver, de mudar conceitos. Foi lindo ver como, de repente, todos eles (sim, todos eles) levantaram a bandeira de que "família é onde existe amor".

Deixo aqui para vocês um trechinho lindo de um texto de prova que corrigi ainda hoje, e que me fez sentir que tudo valeu a pena:

"Ele encheu o peito de ar e pediu para falar. E explicou para toda a sua turma que sua família era sim diferente, com dois pais e dois filhos adotivos, mas ainda uma família, com muito amor e carinho".

O Brasil é campeão mundial de crimes por homofobia. E este é um dado que não se pode ignorar. Precisamos, mais do que nunca, educar nossas crianças para o amor, para o respeito, para a tolerância, para a empatia. A minha sensação é de dever cumprido. Vivi para ver os meus pequenos, ainda tão jovens, desenvolverem esses sentimentos tão importantes para o convívio em sociedade. 

Mas e você? O que você tem feito para lutar contra a homofobia na sua casa?

Vamos fazer da geração dos nossos filhos uma geração mais humana?

Fonte: Superpride



G.

terça-feira, 1 de março de 2016

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Meu filho? Não!


Ser mãe de criança do sexo masculino não é fácil! Ao contrário do que as pessoas costumam inocentemente acreditar. 



Afirmo isso porque é a partir da construção biológica que é feita a construção de gênero e, como desfecho, temos várias mãos apontando como deve ser a criança com base nos valores da sociedade definidos como masculino e feminino.

Não é fácil ser mãe de criança do sexo masculino porque as pessoas fazem uma construção de atitudes, expectativas e comportamentos sobre a criança que acabam por gerar frustrações se não são atendidas. 

E para as pessoas a culpa é sempre de quem mesmo?

Nesse contexto, se você adota uma postura de mãe que ensina à criança algumas coisas que estão na contramão do que a sociedade espera dela, você ainda é considerada como "mãe fresca", como as pessoas adoram rotular quando estão sentadas em seu trono real.

As pessoas esperam que meu filho goste de futebol, carros, lutas, espadas e armas. Que fale palavrão e tenha muitas namoradas. Que seja agressivo e revide às ofensas. Que assista a desenhos violentos, passe longe da cozinha e de atividades domésticas. Que seja jogador de futebol ou tenha um emprego que o torne, pelo menos, dono de um carro da Ferrari. E, por fim, quando já tiver aproveitado bastante a boemia, que monte em seu cavalo branco, acorde com um beijo uma princesa adormecida e dê a ela um imenso castelo encantado, onde possa passar o resto de sua vida enquanto ele, bravamente, sairá pelo mundo para caçar e lutar com dragões. 

Para mim, corresponder a isso apenas reforça a intolerância, o preconceito e o machismo.

As crianças de hoje são os adultos de amanhã, por isso ensino ao meu filho algumas coisas que acredito que farão a diferença na concepção de mundo dele e quem sabe não o capacitarão para modificar o seu entorno.

Meu filho? Não! 

Meu filho não faz xixi na rua

É claro que não estou dizendo da fase de tirar as fraldas, pois sei que essa fase é o momento de aprender e é mais difícil para a criança acertar a ida ao banheiro quando ela está fora de casa, fora da sua "zona de conforto", sendo comum os imprevistos de calças molhadas quando estão na rua. Estou dizendo de crianças que já têm maior controle sobre seu corpo. Há quase dois anos meu filho fez a transição das fraldas, então ele já tem forte controle das suas necessidades biológicas. Minha opção por não deixá-lo fazer xixi na rua é simples: se ele fosse do sexo feminino ele poderia fazer na rua? Claro que não! Pois como a sociedade ensina, "menina" não faz xixi na rua. Então, por que meu filho teria o direito de fazer só porque é "homem"? Direitos iguais, ora. 

Pensa que é bobagem? Certa vez estávamos em um lugar com mato e o seguinte episódio aconteceu:
_ Mamãe, eu quero fazer xixi. Disse meu filho com as mãos entre as pernas.
_ Vai ali, no mato. Faz na árvore. Disse a pessoa X apontando para o local.
_ Não! Meu filho não vai fazer xixi no mato. Ele vai ao banheiro. Disse segurando meus nervos (fico extremamente brava com esse tipo de situação). Filho, é errado fazer xixi em outro lugar que não seja no banheiro. Falei olhando para meu filho.
_ Mas o que que tem o menino fazer no mato? Disse a pessoa Y.
_ Se ele fosse menina, onde ele teria que fazer? Perguntei para X e Y.
_ No banheiro. Responderam em coro. Menina é diferente. Completaram.
_ Hã? Isso é machismo. Meu filho vai ao banheiro. A biologia dele não o faz melhor do que as meninas. 

E depois a sociedade não quer que as pessoas urinem na rua, nas portas das casas e do comércio e na cidade inteira durante o carnaval.


Meu filho não anda sem roupa na rua

Não estou dizendo de praia e piscina. Para mim é a mesma questão da urina. Se a sociedade diz que meninas não podem andar sem roupa, por que meninos poderiam?


Meu filho não é castigado por brincar com bonecas 

No estereótipo da sociedade, meninas devem brincar de bonecas para aprender a cuidar. Para aprender a ser mãe. Devem brincar de "casinha", "comidinha", de cuidar dos filhinhos. Enquanto meu filho deveria passar bem longe disso, não é? 

Meu filho pode brincar de comidinha, de casinha e de cuidar de um filhinho. Tanto é assim que ele tem seus bonecos como filhinhos. Não é raro ouvi-lo dizer:

_ Não precisa chorar. Papai está aqui. Ao segurar um de seus bonecos nos braços e/ou colocar para dormir. 

Certa vez em um projeto de literatura da escola, meu filho recebeu a visita da "bonequinha preta" por um fim de semana. Entramos na brincadeira com tudo e carregamos a boneca para todos os lados: supermercado, restaurante, circo, clube e igreja. As pessoas olhavam, comentavam, apontavam e faziam milhões de perguntas. Fomos super criticados por deixarmos nosso filho brincar com uma boneca.