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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Rio de Janeiro: Um final de semana na Cidade Maravilhosa!

Confesso pra vocês que eu tinha medo de viajar pro Rio de Janeiro, afinal, as notícias que temos de lá são de apavorar qualquer pessoa mesmo. É muito triste saber que uma das cidades mais lindas do mundo também é uma das mais violentas. E realmente a cidade é MARAVILHOSA! Vou contar um pouquinho sobre a experiência que tivemos nessa viagem que não foi programada, mas que foi uma das melhores que já fizemos!

rio de janeiro
Mirante Dona Marta


Minha irmã está morando no Rio, veio nos visitar na semana anterior à semana das crianças e me chamou para ir com ela pra lá. Achamos passagem de ônibus com um preço muito bom, falei com meu marido e resolvemos viajar. Chegamos no Rio na sexta de manhã e viemos embora na segunda a noite. Foi um final de semana intenso e inesquecível!
Na sexta a tarde visitamos o Barra World. É o primeiro Shopping Temático do Mundo que reproduz a arquitetura e os principais monumentos de vários países.











E claro que como bons mineiros, saímos do Shopping no finalzinho da tarde e corremos pra praia. Estávamos loucos para ver o mar! A escolhida foi a praia do Recreio, que era a mais próxima do Barra World.


No sábado visitamos a praia da Reserva e depois ficamos em casa. Descansamos para passear bastante no dia seguinte!
No domingo saímos bem cedo e a primeira parada foi no Parque Lage! É um parque público da cidade, localizado aos pés do morro do Corcovado, na rua Jardim Botânico. Ir até ele é embarcar em uma viagem ao passado, na época do Brasil Colônia e descobrir muitos encantos em cada um dos seus atrativos. Além da arquitetura maravilhosa, o parque possui uma natureza abundante e tivemos o privilégio de ficar pertinho dos macacos-prego (vários nas árvores do parque).







Saímos do Parque Lage e fomos para o Trem do Corcovado. De lá acontecem as saídas das vans e do trem para o Cristo. Optamos por ir de Van, pois o tempo de espera do trem era maior e conseguimos um valor melhor na van. 
Na subida, paramos no Mirante Dona Marta. Um lugar lindo, com uma vista deslumbrante!


Depois do Mirante, continuamos a subida para o lugar mais esperado: o Corcovado, o Cristo Redentor. Palavras não são suficientes para descrever a emoção, a paisagem, a vista. Tudo é maravilhoso! Assim que chegamos aos pés do Cristo, as pessoas que estavam em uma missa realizada numa pequena capela que tem lá, começaram a cantar Noites Traiçoeiras, uma música que gosto muito e que marcou demais a minha vida! As lágrimas rolaram com força!


Pela foto vocês conseguem imaginar o poder do Sol lá no Rio de Janeiro né? Muito protetor e água o dia inteiro pra dar conta dos passeios!
Saímos do Cristo e fomos para a Estação do Bonde Santa Tereza. Para fazer esses trajetos, utilizamos Uber. Nos atendeu muito bem. Tanto os valores quanto a qualidade do atendimento.
O passeio de Bonde é muito gostoso! Eu nunca tinha entrado num bonde antes. As meninas também curtiram muito. Nós subimos até a ultima parada e na volta descemos no Largo dos Guimarães, no Santa Tereza, cheio de charme e atrações que trazem calma e uma sensação de fazer parte da história do Rio de Janeiro. No mesmo largo você encontra bares, restaurantes, um cineminha e lojas de artesanato, além de muitas casas com uma peculiar arquitetura do Rio Antigo. LINDO! Neste dia, tivemos a sorte de participar de uma feira orgânica, com várias barraquinhas com comidinhas deliciosas e música ao vivo. Só fomos embora porque anoiteceu. A vontade era de ficar muito mais!






Na segunda-feira a noite viríamos embora. Então, na parte da manhã resolvemos conhecer mais uma praia pra nos despedir. Minha irmã nos indicou a Prainha. Se você pensa que as praias da Zona Sul do Rio são lindas é porque ainda não conhece a Prainha! Numa região mais afastada, cercada pela Parque Natural Municipal da Prainha, não há acesso por meio de transporte público, somente carro. A praia fica próxima do bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, e é uma ótima opção para fugir daquele clima de cidade grande e se sentir bem no meio da natureza! Também é ótima para surfistas, vimos muitos por lá, inclusive o ator Klebber Toledo! Deixou a praia mais linda ainda! rsrsrsr.
No final da praia tem um restaurante com uma vista deslumbrante, o Mirante da Prainha. Ótima estrutura para crianças, comida deliciosa, preço justo e excelente atendimento! Almoçamos por lá curtindo a vista!
Como a acesso à praia é mais difícil, é importante chegar cedo porque o estacionamento é bastante limitado e quando lota, eles fecham o acesso.






 
Depois dessa experiência incrível no Rio de Janeiro, o medo foi embora e eu pretendo voltar muitas e muitas vezes, com esperança de que em breve a violência e as tristezas que dominam parte dessa cidade sejam minimizadas e quem sabe extintas, para que a paz e o amor prevaleçam nessa cidade maravilhosa!
Abraços!!!





segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Ressignificando uma perda gestacional após 7 anos!

Há 7 anos eu perdi meu segundo bebê. Era janeiro de 2012 quando descobri que estava grávida. Minha filha mais velha, a Mariana, estava quase completando 5 anos e ficou muito feliz com a notícia. Após 6 semanas, veio o sangramento. Depois de idas e vindas a médicos e hospitais, HCG não compatível com aborto e muita preocupação, descobrimos a gravidez ectópica. O bebê estava se desenvolvendo fora do útero, em minha trompa direita. Precisei fazer uma cirurgia de emergência para interromper a gestação, porque a trompa poderia romper a qualquer momento e gerar uma grave hemorragia interna. 

gravidez ectópica, constelação familiar

Após a cirurgia eu acordei com a sensação de um vazio enorme. Além de ter perdido o bebê, recebi a notícia de que foi preciso retirar a trompa e as possibilidades de engravidar novamente diminuiriam em 50%, e eu teria 20% de chances de uma nova gravidez ectópica. Em um momento como aquele, receber essa notícia sobre o meu futuro foi assustador. Toda essa situação desencadeou uma forte depressão e síndrome do pânico. Após 1 ano de tratamento eu me curei, fiquei livre dos medicamentos e no ano seguinte eu engravidei novamente.
A gestação e o nascimento da Helena foram momentos de grande superação. Ela nos trouxe uma imensa alegria, inundou minha vida com sua luz, mas ainda existia um vazio em mim que eu não conseguia preencher.

perda gestacional, constelação familiar
Imagem: obra do artista tcheco Martin Hudáček  - “Memorial a Criança Não Nascida”.

Durante um tempo eu consegui conviver com esse sentimento. De certa forma, eu o ignorei. Foi quando em 2018 eu iniciei uma jornada de autoconhecimento. Fui presenteada com o curso de Reiki, comecei a praticar Yoga e meditação, me aproximei ainda mais da minha religião (sou Espírita), voltei a estudar e iniciei minha especialização em Acupuntura. Nesse processo, aquele sentimento adormecido começou a incomodar. Eu senti que precisava ressignificar aquela perda. E um dia, rolando o feed do Instagram, vi uma postagem do Andrei Moreira (médico, homeopata, que também trabalha com Constelação Familiar) sobre os "filhos que não seguiram vivendo":

"Os filhos que não seguiram vivendo (abortados espontâneos ou não, natimortos, falecidos) são tão filhos quanto aqueles que seguem vivos. Eles também pertencem e não podem ser excluídos. Quando o são - o que acontece pela dor da perda - trata-se de uma dupla morte: não tiveram direito à vida e não lhes é dado o direito de pertencer à família. Isto fere o pertencimento, lei sistêmica natural, fazendo com que os excluídos sejam reinseridos no sistema familiar através de uma representação ou sintoma. No coração, os pais e irmãos se conectam a estes filhos e irmãos de uma forma especial, com um amor profundo e sempre presente, frequentemente ignorado e que sustenta movimentos em direção à morte (ou ao menos), para junto deles, por amor cego. Olhar para este amor - e sobretudo para o amor dos filhos que não viveram pelos pais e irmãos, o que é possível se fazer sozinho ou em um workshop vivencial de constelação familiar, por exemplo - respeitando-lhes o destino e dando-lhes um lugar de amor no coração, pode promover uma forte conexão com a vida e com a alegria de viver. Sempre sugiro às mães - ou aos pais - sentir se era um menino ou menina e colocar algo em si que o(a) lembre, como um anel ou um pingente. Isso ajuda a reforçar a inclusão e o lugar de amor no coração, bem como o movimento de vida."

perda gestacional, gravidez ectopica


Essa postagem me tocou profundamente. E eu busquei me conectar a esse sentimento. 
Através de orações, lembranças, intuições, meditações, eu senti que era um menino (na época já tinha sido revelado pra mim também) e realmente nos conectamos. E então eu sonhei. E no sonho eu conheci o seu nome: Francisco! E agora, o meu bebê tem nome e está representado neste berloque. Do meu coração, ele nunca saiu!

Constelação familiar, berloques, gravidez ectopica

gravidez ectopica, perda gestacional

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Dicas para motivar os estudos dos filhos adolescentes!


Muitos pais enfrentam um grande desafio com os filhos, principalmente na adolescência: disciplina com os estudos em casa!
Nessa fase, os jovens estão mais focados no presente, período em que a diversão tende a falar mais alto. Portanto, muitos não tem a visão da importância dos estudos para o futuro.
Além disso, as diversas tecnologias associadas a redes sociais e jogos, despertam mais interesse nos adolescentes e são grandes ferramentas para a distração e falta de foco, concentração e organização do tempo.
Esse cenário nos leva a uma pergunta: como motivar o adolescente, estimulando também, sua autonomia e independência para estudar?
Na prática, essa motivação geralmente não surge sozinha. Os pais são responsáveis por despertar os filhos para a importância e o prazer dos estudos. 
Na realidade, é muito fácil dizer que seu filho adolescente não estuda porque é preguiçoso e só quer diversão. Mas será que algo mais está acontecendo e você nem sabe? Por isso, uma das principais tarefas dos pais é, antes de mais nada, entender o que acontece com seu filho.

motivação dos estudos

1. Descubra o motivo da falta de motivação e entusiasmo para os estudos
O diálogo é fundamental para descobrir as dificuldades e encontrar o motivo da falta de vontade para estudar. Podemos encontrar questões fáceis de solucionar. Pode ser que ele precise de uma fiscalização maior, horários e acordos pré-determinados, organização da rotina, organização do tempo, cobrança por parte dos pais. Tudo isso, já faz uma enorme diferença no dia-a-dia e é papel dos pais determinar junto com os filhos, quais serão as obrigações e fiscalizar o cumprimento delas para a manutenção da disciplina. Para isso, é necessário dedicação e exemplo. De que adianta os responsáveis exigirem a diminuição do uso de tecnologias, a otimização do tempo, se quando estão em casa, passam a maior parte do tempo em aparelhos eletrônicos? (nem sempre trabalhando!)
Podemos encontrar ainda, dificuldades que necessitam de um acompanhamento profissional. Seja um psicólogo, psicopedagogo ou até mesmo um professor particular, que conseguirá orientar melhor em uma matéria que o jovem apresente mais dificuldade.

2. Adote (e demonstre) uma atitude positiva
O ideal é demonstrar apoio e confiança. Crie o hábito de efetivamente verbalizar como você acredita na capacidade do seu filho. Pode acreditar: só isso já é motivação pura!



3. Demonstre interesse e participe da vida escolar do seu filho
Pergunte sobre a escola, sobre as amizades, sobre os professores, acompanhe o calendário escolar, participe de eventos e reuniões, tenha conhecimento sobre as datas e conteúdos das provas, acompanhe e fiscalize as tarefas de casa, tente sanar as dúvidas de seu filho (caso contrário, oriente-o ou ofereça ferramentas para que ele consiga solucioná-las). São várias atitudes que fazem muita diferença. A criança/jovem se sente importante e valorizado, e isso aumenta a sua autoestima e motivação!

4. Destaque aplicações práticas
É bem possível que você já tenha escutado: mas para que eu vou usar isso?
Aproveite o questionamento para explicar a importância daquela matéria. Dê exemplos de como aquele conhecimento pode ser aplicado no seu dia-a-dia, na sua vida!

5. Defina metas realistas e equilibradas
A menos que o aluno esteja às portas do vestibular, nem mesmo a faculdade costuma ser uma meta eficiente. Como ainda não pensam muito sobre o futuro, os adolescentes precisam de metas de curto prazo. Foque a atenção deles em algo mais próximo, como as notas do bimestre.
Evite criar metas como : "estudar 8 horas toda tarde", porque isso não é nada realista, tampouco compatível com o estilo de vida que o adolescente deseja. É preciso encontrar um equilíbrio, dessa forma, o estudante conseguirá cumprir as exigências dos pais, mas fazendo também o que é importante pra ele.


6. Reconheça o esforço feito
O reconhecimento funciona bem, sendo muito positivo para o desenvolvimento do adolescente. Parabenize seu filho pelas conquistas (até mesmo as pequenas), e comemore cada vitória em família. Ele precisa sentir que seu desempenho escolar é importante e valorizado por todos à sua volta.
E vale a pena reforçar: não atrele o carinho e o reconhecimento ao bom desempenho. Mesmo que o aproveitamento do estudante esteja abaixo do que você gostaria, é essencial demonstrar apoio, compreensão e interesse. Seu filho não pode achar que só é amado quando tira boas notas. Valorize o esforço e não apenas o resultado!

7. Procure manter uma rotina
A adolescência é o momento em que, na maioria das famílias, a rotina vai por água a baixo. Os hábitos e preferências mudam. Não existe mais horário pra estudar, comer ou dormir. O adolescente pula refeições, empurra a lição de casa até a última hora do dia e vai dormir muito tarde! Tudo isso, é claro, afeta os estudos. O papel dos pais é evitar que isso aconteça.
Puxe as rédeas e mantenha a ordem nos horários. Poucas horas de sono e a falta de nutrientes na alimentação podem fazer com que o funcionamento do cérebro seja afetado em funções essenciais, como a memória.


Viu como os pais têm todas as ferramentas para ajudar os adolescentes em seus estudos? Afinal, somos nós que possuímos autoridade, convivência, proximidade e influência sobre eles. E amor, muito amor para enfrentar as dificuldades e obstáculos que aparecem em cada fase!
Tem mais alguma dica para auxiliar na hora dos estudos? Escreve pra gente!
Abraços fraternos!



terça-feira, 23 de abril de 2019

Medo de fazer cocô e prisão de ventre na primeira infância.

Desmamei a Helena com 2 anos e 7 meses. Até então, ela nunca tinha tomado outro leite que não fosse o meu. O intestino funcionava maravilhosamente bem. Após o desmame, ela ficou com intestino preso e sentiu muita dor para evacuar. Depois disso, ela desenvolveu medo de fazer cocô e sempre que tinha vontade, ao invés de deixar sair, ela fazia muita força para prender o cocô. A partir de então, começou a nossa luta contra a constipação.

medo de fazer coco

A pediatra recomendou a utilização do PEG, que é um agente laxativo seguro e eficaz, indicado para o tratamento da constipação intestinal em adultos e crianças. O PEG 4000 estimula a produção de fezes no volume e na textura adequada, facilitando a evacuação. Além disso, não possui sabor e odor, e pode ser dissolvido em qualquer líquido, sendo bem aceito por crianças.
Porém, mesmo com a utilização do PEG, ela conseguia prender o cocô e tinha muita resistência em sentar no vaso, já que quando sentava, o cocô saía (o que ela não queria que acontecesse).
Essa situação dificultou bastante o desfralde, que conseguimos concluir só esse ano, quando ela completou 4 anos de idade.
Durante o tratamento, buscamos vários recursos como mudança na alimentação;  livros infantis sobre o tema: "Apertado" e "O que tem dentro de sua fralda"; terapias complementares como Reiki, Homeopatia e Yoga, e contamos muito com apoio e acompanhamento da escola.



Ao pesquisar sobre o assunto, encontramos que a obstipação intestinal é muito comum na infância, e pode se tornar uma verdadeira "bola de neve". Muitas vezes o problema é simples: dor na hora de evacuar. Com isso, eles seguram a evacuação, o que deixa o cocô ainda mais duro, provocando mais dor.

Vocês sabem quanto tempo é normal uma criança ficar sem evacuar?
A criança está obstipada quando fica três ou mais dias sem evacuar. No entanto, outros sintomas, como dor na hora de fazer cocô, esforço intenso ou mesmo eliminação frequente de pequenas quantidades de fezes, são considerados prisão de ventre, mesmo que o intestino funcione todos os dias. Isso não vale para bebês, eles podem ficar até uma semana sem evacuar sem que haja qualquer problema. (Fonte: Revista Pais e Filhos)

Causas da prisão de ventre em crianças
As crianças geralmente desenvolvem prisão de ventre por reterem as fezes. A retenção das fezes pode parecer um comportamento ilógico, porém é muito comum e sua causa é perfeitamente explicável:
  • Estão se divertindo e não querem interromper brincadeiras
  • Ficam constrangidas em usar o banheiro em um momento que estejam fora de casa
  • Estão estressadas por estarem aprendendo a largar as fraldas e usar o banheiro
  • Já possuem fezes duras e ressecadas, e evitam evacuar por medo de sentir dor durante a ação

Esse problema é bem desafiante e exige muita atenção dos pais e demais cuidadores, pois tem forte impacto na qualidade de vida das crianças.

Dicas de hábitos que solucionam quadros simples de constipação intestinal nas crianças
  • Organize os horários das refeições
  • Introduza ou aumente o consumo de alimentos saudáveis na dieta da criança, como frutas, saladas, vitaminas
  • Ingerir uvas em jejum (oferecer 6 a 8 uvas com casca pela manhã e esperar 20 minutos para ingerir outros alimentos)
  • Prestar atenção na ingestão excessiva de açúcar (há evidências que crianças com menos de 6 anos de idade tenham dificuldade para processar o açúcar dos alimentos)
  • Aumente o consumo de fibras
  • Promova a ingestão de 8 a 10 copos de água por dia. Se a criança não pede ou espera ter sede para pedir, ofereça sempre. 
  • Controlar o nível de estresse nas crianças, com auxílio de uma boa rotina, estímulos e sono adequados, exercícios físicos e técnicas de relaxamento (meditação guiada, Yoga)
  • Banho morno para relexar e massagem com óleos naturais ou azeite de oliva


Além da inclusão de novos hábitos, contar com o auxílio de um bom pediatra é extremamente importante para nos ajudar a fazer boas escolhas de alimentação e práticas para a rotina das crianças e evitar problemas desagradáveis como a prisão de ventre infantil.
Tem mais alguma dica para lidar com essa situação? Conta pra mim!
Abraços fraternos!







segunda-feira, 25 de março de 2019

Filhos diferentes dos pais e pessoas curiosas!

Sou morena, meu marido é mais claro, era loiro quando criança, agora não é mais. Temos uma filha morena como eu e outra loira dos olhos verdes. No momento do nascimento, foi uma grande surpresa! Eu esperava que ela fosse como a mais velha, cabelos e olhos escuros. E então, ela veio com os cabelos loirinhos e quando abriu os olhos pela primeira vez, eles eram tão azuis, que eu tive a certeza que não escureceriam.
Logo nas primeiras visitas, já recebíamos um olhar de estranhamento e curiosidade. E eu, no auge do puerpério, não tinha muita paciência e entendimento para lidar com os comentários e piadinhas que vinham de alguns. Não conseguia! Eu era bem direta e grosseira para responder a maioria delas: "Acho que você pulou a cerca, hein?", "Esses olhos são do vizinho?", "Você roubou essa menina!", "Trocaram na maternidade!", "Já te perguntaram se você é a babá dela?", "Elas são irmãs? São do mesmo pai?", "Ela é adotada?".... além de comparações entre minhas filhas e coisas do tipo! Ainda bem que isso já não acontece com muita frequência!

filhos diferentes dos pais

Com o passar do tempo eu fui compreendendo melhor a surpresa das pessoas, afinal, realmente não é algo muito comum. Eu realmente comecei a não me importar com os comentários e deixei pra lá. Respondia com mais educação, rsrsrs, até ria de algumas piadas. Porém, eu comecei a notar um certo incômodo nas minhas filhas. Isso porque as pessoas falam essas coisas, NA FRENTE DAS CRIANÇAS, que realmente não tem a mesma compreensão de um adulto.
Então, um dia, vi um desabafo na internet, de uma mãe que já estava de saco cheio de dar entrevista toda vez que saía com seu filho. Comecei a pesquisar sobre o assunto e vi que isso  é um incômodo para muitas pessoas em diversas situações: famílias com filhos adotivos, famílias com filhos especiais, famílias com filhos diferentes, que precisam lidar com esses olhares, perguntas, comentários, piadinhas, etc...
Ai, me veio a seguinte questão: Porque as pessoas tem tanta curiosidade para saber sobre a vida dos outros? Pessoas que, muitas vezes, elas nunca viram na vida! Qual a necessidade?


Será que essas pessoas já pararam pra pensar, quais sentimentos geram nas crianças quando fazem perguntas e comentários como esses? E tem gente que ainda faz a piadinha direto com a criança. Uma falta de respeito e sensibilidade enorme!
E se minha filha fosse adotada? E se eu tivesse "pulado a cerca"? E se elas fossem filhas de pais diferentes? O que as pessoas têm a ver com isso?
Falta empatia, falta bom senso, falta carinho, falta gentileza e falta amor! 


Cada indivíduo que nasce é o resultado de uma mistura única dos genes do pai e da mãe. Como uma loteria, a transmissão de características físicas dependerá da combinação dos genes. "Existem mais de 200 genes transmitidos de geração para geração. Neste grupo há dominantes, traços que se manifestam com mais força, e recessivos, características que se manifestam com menos frequência", explica Gregory Ferraz, biológo e mestre pela Universidade Federal da Bahia.
Então, se uma criança tem cabelos, olhos, boca, nariz, queixo, mãos, pés, parecidos ou não com os pais, é resultado de uma herança biológica carregada no DNA, que nem sempre "puxam" o pai ou a mãe, mas membros de toda a família! Podem nascer ainda, crianças com nova combinação de genes, deixando os traços familiares de lado.
A genética é linda! E sua diversidade também! Amo ver em minhas filhas, suas diferenças e semelhanças. 
Minha mãe montou uma árvore genealógica com fotos de 5 gerações da nossa família. Tanto da família dela, como da família do meu pai!! E eu fico apaixonada, encantada, com tanta mistura linda!


Hoje é muito comum quando vamos reclamar de alguma coisa, nos chamarem de "mimizento". Aí vem as desculpas: "Mas na minha época era assim!", "Eu cresci escutando brincadeiras muito piores", "As pessoas sempre fizeram comentários maldosos". 
Então, preciso acrescentar na educação das minhas filhas, a importância de não se importarem com a opinião das pessoas. Algo que hoje, infelizmente, as pessoas buscam muito nas redes sociais e fora delas também.
E cadê a transformação do mundo que a gente tanto quer? Que tal começarmos com um pequeno ato que pode fazer muita diferença? Pensar antes de falar, antes de agir! Ter coerência entre o que  penso, falo e faço. E se colocarmos muito amor no meio de tudo isso, aí sim, ficará bem melhor!



Até a próxima!
Abraços fraternos!!!